sexta-feira, 15 de março de 2013

NA CABEÇA DOS CASAIS INFÉRTEIS

Durante estes anos que venho trabalhando com infertilidade conjugal um dos problemas que mais me causa desconforto é quando o casal vem já desunido. Não é incomum que no consultório me depare com casais em nítido pé de guerra: acusações, brigas e xingamentos. O famoso ”eu não tenho nada, o problema é com ele (a)”.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), homens e mulheres experimentam sérios danos psicológicos quando passam pela situação de problemas de reprodução, incluindo: baixa autoestima, isolamento, perda de controle, inadequação sexual e depressão. Por isso a OMS considera a infertilidade como fonte de redução de saúde e bem-estar social
Acho que para piorar, alguns serviços de reprodução humana, por uma questão própria, são impessoais o que piora a situação. Estagiários, residentes e curiosos se sucedem no atendimento. Sem um médico a frente de toda a questão muitos casais se sentem desconfortáveis. –“O Sr. me acompanhará em todo tratamento não é?”, é outra pergunta clássica. 
Em nosso serviço não há psicólogos fixos, mas temos uma retaguarda importante para estes casos e com resultados interessantes. Tornar a consulta um momento relaxado e acolhedor tornará o caminho mais fácil. Fico emocionado em ter pacientes que se tornaram amigos e de poder participar do crescimento dos bebes por fotos que me enviam carinhosamente e visitas que causam sensação em toda equipe (quer ver alguns: http://vambertomaia.com/galeria.html).
Acredito que o médico engajado e disponível torne este tratamento tão difícil e de ainda taxas de sucesso limitado em um suporte psicológico importante e imprescindível para que o sucesso advenha.

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