O consumo excessivo de alimentos industrializados, ricos em gorduras trans, pode afetar a fertilidade masculina. É o que diz um estudo divulgado durante a reunião anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), no começo deste mês. Pesquisadores das universidades de Murcia, na Espanha, Harvard e Rochester, nos Estados Unidos, recrutaram 188 voluntários, com idades entre 18 e 22 anos, e os dividiram em dois grupos. O primeiro foi formado por homens com uma dieta rica em carboidratos, carne vermelha, doces e bebidas energéticas. O segundo, por consumidores assíduos de frutas, verduras, grãos e peixes. Todos cederam amostras de sêmen para a análise.
Os adeptos de uma dieta mais saudável obtiveram melhores resultados em relação à mobilidade e a qualidade dos espermatozoides. Ou seja, os homens que se alimentam de maneira saudável têm mais chances de reproduzir. Ter bons hábitos alimentares, praticar atividades físicas, não fumar, nem beber. Essas coisas fazem bem à saúde como um todo e interferem na fertilidade, essa é uma questão crônica. O consumo contínuo e excessivo é o que prejudica, não tem problema ir a um churrasco ou comer uma pizza de vez em quando. Não é tão difícil assim, certo?
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI277110-10498,00-MA+ALIMENTACAO+AUMENTA+O+RISCO+DE+INFERTILIDADE+MASCULINA.html
Escrita por: Nádia Mariano
sábado, 5 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
As causas modernas que influenciam na infertilidade
Os hábitos de vida realmente podem ser inimigos da fertilidade. Algumas das causas estão ligadas às atividades comuns do nosso cotidiano, o que causa muita dúvida e curiosidade nas pessoas. Andar de bicicleta, usar laptop no colo e tomar pílulas anticoncepcionais podem afetar a fertilidade?
Para desvendar os mitos e verdades sobre a infertilidade nos dias atuais, vamos esclarecer as principais dúvidas que boa parte dos casais ainda têm sobre o assunto.
A infertilidade é um problema exclusivamente feminino?
MITO. Cerca de 60% dos casos são decorrentes de problemas com a mulher, 20% com o homem e os demais são de uma combinação de fatores dos dois gêneros.
O tratamento sempre resulta em gêmeos e trigêmeos?
MITO. A taxa de gêmeos é de 20%. Trigêmeos ou mais representam apenas 4%.
O uso de laptop no colo afeta a fertilidade?
VERDADE. O calor gerado pelos laptops sobre a cintura masculina pode afetar a qualidade de sêmen, diminuindo sua quantidade e motilidade.
Andar de bicicleta pode ser prejudicial ao homem?
VERDADE. A prática, de forma excessiva, pode causar lesões traumáticas ou aquecimento dos testículos ou do escroto.
Mulheres atletas podem ter dificuldade para engravidar?
VERDADE. Atletas de alto desempenho que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia ou ausência de menstruação. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação.
Mulher com útero retrovertido tem mais dificuldade para engravidar?
MITO. O útero retrovertido é comum e não causa infertilidade. O problema é que quem tem este tipo de útero tem mais chance de ter endometriose e a endometriose é que pode causar infertilidade.
A mulher que sofre um aborto tem menos chances de engravidar novamente?
VERDADE. Se o aborto for realizado em condições de risco, tal ação pode deixar sequelas como lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções.
A obesidade diminui a fertilidade da mulher?
VERDADE. Pesquisas apontam que mulheres que sofrem com obesidade mórbida têm mais problemas de fertilidade. Isso se deve aos níveis de gordura corporal, que se relacionam diretamente com a produção de insulina liberada pelo pâncreas e causam a Síndrome do Ovário Policístico (SOP).
O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodisíacos, aumentam a fertilidade?
MITO. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade.
Homens e mulheres vegetarianos precisam rever as regras alimentares na época de engravidar?
VERDADE. O ideal é procurar um médico ou nutricionista para avaliar bem a situação. Pode haver a necessidade de compensar a carência de alguns nutrientes. Mulheres vegetarianas, por exemplo, costumam apresentar deficiência de zinco. Esse mineral é importante para a função reprodutiva e pode ser encontrado em ostras, carne vermelha, fígado de galinha e feijão.
O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
MITO. Não importa o tempo que a mulher use a pílula, isso não interfere no processo. Em alguns casos, a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.
Fumar afeta a qualidade do sêmen?
VERDADE. A qualidade e a quantidade dos espermatozóides produzidos por fumantes ativos podem ser influenciadas por substâncias presentes no tabaco como a nicotina e o THC, causando prejuízo reprodutivo.
Mantenha hábitos saudáveis. Em curto e longo prazo é possível ver um monte de transformações na vida em decorrência deles.
Por Paula Sanches
http://www.blogdasaude.com.br/index.php?s=infertilidade
Para desvendar os mitos e verdades sobre a infertilidade nos dias atuais, vamos esclarecer as principais dúvidas que boa parte dos casais ainda têm sobre o assunto.
A infertilidade é um problema exclusivamente feminino?
MITO. Cerca de 60% dos casos são decorrentes de problemas com a mulher, 20% com o homem e os demais são de uma combinação de fatores dos dois gêneros.
O tratamento sempre resulta em gêmeos e trigêmeos?
MITO. A taxa de gêmeos é de 20%. Trigêmeos ou mais representam apenas 4%.
O uso de laptop no colo afeta a fertilidade?
VERDADE. O calor gerado pelos laptops sobre a cintura masculina pode afetar a qualidade de sêmen, diminuindo sua quantidade e motilidade.
Andar de bicicleta pode ser prejudicial ao homem?
VERDADE. A prática, de forma excessiva, pode causar lesões traumáticas ou aquecimento dos testículos ou do escroto.
Mulheres atletas podem ter dificuldade para engravidar?
VERDADE. Atletas de alto desempenho que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia ou ausência de menstruação. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação.
Mulher com útero retrovertido tem mais dificuldade para engravidar?
MITO. O útero retrovertido é comum e não causa infertilidade. O problema é que quem tem este tipo de útero tem mais chance de ter endometriose e a endometriose é que pode causar infertilidade.
A mulher que sofre um aborto tem menos chances de engravidar novamente?
VERDADE. Se o aborto for realizado em condições de risco, tal ação pode deixar sequelas como lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções.
A obesidade diminui a fertilidade da mulher?
VERDADE. Pesquisas apontam que mulheres que sofrem com obesidade mórbida têm mais problemas de fertilidade. Isso se deve aos níveis de gordura corporal, que se relacionam diretamente com a produção de insulina liberada pelo pâncreas e causam a Síndrome do Ovário Policístico (SOP).
O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodisíacos, aumentam a fertilidade?
MITO. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade.
Homens e mulheres vegetarianos precisam rever as regras alimentares na época de engravidar?
VERDADE. O ideal é procurar um médico ou nutricionista para avaliar bem a situação. Pode haver a necessidade de compensar a carência de alguns nutrientes. Mulheres vegetarianas, por exemplo, costumam apresentar deficiência de zinco. Esse mineral é importante para a função reprodutiva e pode ser encontrado em ostras, carne vermelha, fígado de galinha e feijão.
O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
MITO. Não importa o tempo que a mulher use a pílula, isso não interfere no processo. Em alguns casos, a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.
Fumar afeta a qualidade do sêmen?
VERDADE. A qualidade e a quantidade dos espermatozóides produzidos por fumantes ativos podem ser influenciadas por substâncias presentes no tabaco como a nicotina e o THC, causando prejuízo reprodutivo.
Mantenha hábitos saudáveis. Em curto e longo prazo é possível ver um monte de transformações na vida em decorrência deles.
Por Paula Sanches
http://www.blogdasaude.com.br/index.php?s=infertilidade
terça-feira, 25 de outubro de 2011
'Não é o fim do mundo"
Em geral, o casal já chega arrasado quando entra numa clínica especializada para iniciar um tratamento contra a infertilidade. Antes de procurar ajuda médica, a maioria passou anos em tentativas infrutíferas de gravidez. Poucos sabem que o primeiro contato com o médico dessa área marca uma nova fase de dificuldades e grande carga de estresse. A expectativa é alta e o tratamento exige paciência e dedicação. O tempo que separa a primeira consulta do resultado do exame de gravidez, que pode vir positivo ou negativo, dura cerca de dois meses. Nesse período, acontecem várias idas ao médico, baterias de exames e, por fim, o procedimento para tentar reverter o quadro. Alguns casais podem levar anos fazendo tentativas e lidando com uma série de problemas, como o custo alto dos tratamentos e o sentimento de culpa que costuma atormentar o parceiro infértil. A maioria das vezes boa parte das pessoas não têm a menor ideia do que vão enfrentar, acham que vão sair do lugar com um filho num toque de mágica.
Segundo as estimativas dos especialistas, o homem é responsável pelo problema da infertilidade em 40% dos casos (as mulheres têm culpa em outros 40% e, nos 20% restantes, ambos são responsáveis). No lado masculino, a principal causa é a varicocele. Também conhecida por “varizes nos testículos”, a doença aumenta a temperatura do saco escrotal, afetando a produção de espermatozóides. Uma cirurgia corrige o problema em mais da metade dos casos. Quando a situação é mais grave, os médicos recorrem à reprodução assistida. A chance de sucesso dos tratamentos por tentativapode oscilar entre 30 a 50% com o ICSI (Intracytoplasmic Sperm Injection - injeção intracitoplasmática de espermatozóide ). Trata-se de uma fertilização in vitro diferenciada. Após a coleta do sêmen, o embriologista seleciona com a ajuda de um supermicroscópio um único espermatozóide e o injeta dentro do óvulo. O preço é salgado, pode chegar a 15.000 reais por tentativa ou mais!. “Independentemente do fato de serem culpados ou não pela infertilidade, os homens participam hoje muito mais dos tratamentos e cobram resultados”, afirma o ginecologista Eduardo Motta, diretor da clínica Huntington, em São Paulo. “Antigamente, mulher acompanhada era exceção. Eu não podia falar em ‘casal infértil’, porque o homem se ofendia.”
“Tive vontade de chorar quando o médico disse que eu era o culpado”
O empresário paulistano Fernando Benatti, 32 anos, ficou transtornado quando descobriu em meados de 2005 que a mulher, Karina, não engravidava por culpa dele. “Quando o médico falou, deu aquela vontade de chorar. Segurei porque ele disse que dava para tentar reverter a situação”, lembra. Depois que a primeira fertilização in vitro não deu certo, veio o período mais barra-pesada do tratamento. O empresário entrou em crise e chegou a perguntar ao médico se era menos homem por causa disso. Na época, temeu também pelo fim do casamento. “Ficava doido com o fato de que ela poderia passar a vida inteira sem ser mãe por minha causa”, diz. O resultado do exame de gravidez veio positivo na segunda fertilização, realizada dois anos após o início do tratamento. Benatti e Karina evitaram criar expectativa e esconderam a notícia de todos os amigos e familiares até os três meses. Rafael nasceu no tempo certo e com a cara do pai – hoje o menino tem 2 anos. “Quando dá certo, você esquece todo o sufoco que passou”, afirma Benatti.
“Gastei mais de 100 000 reais para realizar o sonho de ser pai”
O engenheiro paulistano José Carlos Ribeiro, 41 anos, organiza seus gastos em planilhas. Fez uma para controlar as etapas da organização do casamento e outra para as despesas com a festa. É daqueles sujeitos que guardam dinheiro desde o primeiro salário. A primeira vez na vida que teve de lidar com um gasto inesperado e fora de controle foi quando soube em 2004 que só conseguiria ser pai com a ajuda de uma clínica especializada. Na época, a mulher dele, Ana Paula, tinha problemas para engravidar por conta de uma endometriose, uma das principais causas de infertilidade feminina. Num processo desencadeado pela doença, surgem quistos que se alojam nos ovários e impedem a gravidez. Cinco anos e oito fertilizações depois, hoje ela está grávida de cinco meses de um menino. O engenheiro acredita ter gasto mais de 100 000 reais no tratamento. Antes de descobrir o problema, Ribeiro acumulava uma poupança para abrir um negócio próprio. Os planos foram adiados pelos próximos cinco anos. “Nem penso nisso. Prefiro realizar o sonho de ser pai”, afirma.
("Acredito que a falta de planejamento pode resultar em gastos vultosos, mas também devemos entender que o médico deve expor as dificuldades e o caminho duro que muitos poderão ter pela frente "Vamberto Maia).
“Quase desmaiei de dor quando iniciei o tratamento”
O empresário Cláudio Coelho, 35 anos, que vive em Cotia, na Grande São Paulo, tinha tanta vontade de começar uma família que fez exames antes de casar para ter certeza de que era capaz de ser pai. Uma semana antes de embarcar para a lua de mel, em junho de 2002, chegaram os resultados dos testes. Foi um baque: ele era estéril. Na volta da viagem, iniciou um tratamento que teve momentos muito dolorosos. Numa determinada consulta, um enfermeiro aplicou uma agulha de cerca de 3 centímetros nos testículos do empresário para tentar retirar espermatozóides. “Não tomei anestesia e quase desmaiei de dor na clínica”, diz o empresário, que ainda passou por outra sessão do tipo (dessa vez, porém, com a região devidamente anestesiada por uma injeção de xilocaína). Poucos espermatozoides foram conseguidos na coleta, o que deixava margem de menos de 10% para o sucesso da inseminação artificial. O casal acabou dando sorte. Simone engravidou e teve um menino, que hoje tem 6 anos e recebeu o nome do pai. “Foi tamanho o sofrimento que, sem saber o resultado, já havia decidido que seria a última vez que passaria por aquilo”, lembra o empresário. “Se a Simone não engravidasse, teríamos um filho com o sêmen de um doador desconhecido.”
("hoje não se faz mais punção sem anestesia! Não sei onde foi feito este procedimento! "Vamberto Maia).
“Transar virou uma obrigação e o romantismo foi para o espaço”
Embora os especialistas já tenham aposentado há décadas a ideia de que os casais com problemas de fertilidade devem tentar fazer sexo seguindo a tabelinha, de modo a aumentar as chances de gravidez, muitos ainda insistem com a estratégia. Em alguns casos, vão ainda mais longe, chegando ao cúmulo de marcar hora para transar ou definir uma posição que, acreditam, vai facilitar a fecundação. Folclore, além da ineficácia do método, casal com hora marcada para transar começa a colocar em risco a relação. O bancário paulistano Eduardo, 39 anos, que prefere ficar no anonimato, passou pelo problema em 2007, quando ele e a mulher começaram a fazer tratamento de fertilização numa clínica. Eles seguiram à risca as recomendações médicas, mas resolveram também, por conta própria, criar um ritual em casa para “reforçar” as chances de sucesso. Em alguns períodos, transavam todos os dias, mesmo sem vontade. Foi um fiasco. “Sabe aquele dia em que você trabalhou demais e só quer dormir? Não dava para fazer isso. Existia o compromisso de transar, como se fosse tomar um remédio”, diz o bancário. “Aos poucos, o desejo e o romantismo entre nós foi para o espaço.” A crise do casal na cama só foi resolvida com a chegada de dois meninos, gêmeos, em agosto deste ano. “Hoje, nossa única dificuldade é encontrar um tempo para namorar entre o choro dos bebês”, brinca o bancário.
("Na minha opinião um mecanismo válido, mas com data de validade se não o binômio marido-mulher acaba rapidamente "Vamberto Maia ).
“O médico dizia: são raríssimos os casos de gêmeos. Tive três!”
Na década de 1990, os casos de nascimento de trigêmeos começaram a se multiplicar no país por conta dos tratamentos de fertilidade. Era comum transferir na época até cinco embriões para o útero, de modo a garantir a sobrevivência de pelo menos um deles. Hoje em dia, se coloca no máximo três embriões. A chance de todos vingarem é menor que 10%. O engenheiro paulistano Gerson Engelmann, 42 anos, foi um desses pais felizardos. “Quando estávamos iniciando o tratamento, em 2008, lembro do médico falando que era quase impossível termos trigêmeos”, diz. “Quando minha mulher fez o ultrassom e eu contei os três pontinhos na tela, virei para ele e disse: ‘Errou, não é, doutor?’”, recorda o engenheiro, dando uma gargalhada. Engelmann sabia na época que o dinheiro guardado por anos na poupança acabariam no lixo com as fraldas, mas não entrou em pânico. Em vez disso, começou a preparar o sobrado em São Caetano no Sul para receber a prole (os gêmeos são todos meninos e se chamam Rodrigo, Guilherme e Felipe). A reforma concretizou o milagre da compactação. O escritório foi transformado em quarto de brincar, onde os meninos passam a maior parte do dia com duas babás. E o mesmo ambiente que seria ocupado pelo primeiro filho acomodou mais dois berços. Em agosto, a família se mudou para um apartamento maior. “Penso todos os dias: se a gente não tivesse arriscado o tratamento, qual dos três moleques não estaria entre nós agora?”, diz Engelmann.
("Falar de trigêmeos para mim! pense na surpresa que eu tive!" Vamberto Maia).
COMO LIDAR MELHOR COM O PROBLEMA
1. Pare de pensar que a dificuldade acontece apenas com você. Dois em dez casais são inférteis. Em geral, as pessoas evitam comentário assunto.
2. Entenda que ter filhos é uma das possibilidades na vida de um casal. Colocá-la como único objetivo só aumenta o estresse da situação.
3. Casal com hora marcada para transar terá problemas. Namore porque é gostoso, sem se preocupar com posições ou tabelinha. Duas relações por semana são mais do que o suficiente para engravidar.
4. Demonstre para a sua mulher que você também fica chateado com o problema. O discurso do “está tudo bem, uma hora dá certo” pode ser confundido com uma atitude de descaso.
"Uma matéria bem interessante que li. Editei e fiz alguns comentários, mas o link dela na inetegra pode ser lida tb (As materias sempre serão creditas ok)" Vamberto Maia.
Por: Ana Luiza Leal - CLUB ALFA
11h09 28/09/2011
http://clubalfa.abril.com.br/saude/bem-estar/nao-e-o-fim-do-mundo/
Segundo as estimativas dos especialistas, o homem é responsável pelo problema da infertilidade em 40% dos casos (as mulheres têm culpa em outros 40% e, nos 20% restantes, ambos são responsáveis). No lado masculino, a principal causa é a varicocele. Também conhecida por “varizes nos testículos”, a doença aumenta a temperatura do saco escrotal, afetando a produção de espermatozóides. Uma cirurgia corrige o problema em mais da metade dos casos. Quando a situação é mais grave, os médicos recorrem à reprodução assistida. A chance de sucesso dos tratamentos por tentativapode oscilar entre 30 a 50% com o ICSI (Intracytoplasmic Sperm Injection - injeção intracitoplasmática de espermatozóide ). Trata-se de uma fertilização in vitro diferenciada. Após a coleta do sêmen, o embriologista seleciona com a ajuda de um supermicroscópio um único espermatozóide e o injeta dentro do óvulo. O preço é salgado, pode chegar a 15.000 reais por tentativa ou mais!. “Independentemente do fato de serem culpados ou não pela infertilidade, os homens participam hoje muito mais dos tratamentos e cobram resultados”, afirma o ginecologista Eduardo Motta, diretor da clínica Huntington, em São Paulo. “Antigamente, mulher acompanhada era exceção. Eu não podia falar em ‘casal infértil’, porque o homem se ofendia.”
“Tive vontade de chorar quando o médico disse que eu era o culpado”
O empresário paulistano Fernando Benatti, 32 anos, ficou transtornado quando descobriu em meados de 2005 que a mulher, Karina, não engravidava por culpa dele. “Quando o médico falou, deu aquela vontade de chorar. Segurei porque ele disse que dava para tentar reverter a situação”, lembra. Depois que a primeira fertilização in vitro não deu certo, veio o período mais barra-pesada do tratamento. O empresário entrou em crise e chegou a perguntar ao médico se era menos homem por causa disso. Na época, temeu também pelo fim do casamento. “Ficava doido com o fato de que ela poderia passar a vida inteira sem ser mãe por minha causa”, diz. O resultado do exame de gravidez veio positivo na segunda fertilização, realizada dois anos após o início do tratamento. Benatti e Karina evitaram criar expectativa e esconderam a notícia de todos os amigos e familiares até os três meses. Rafael nasceu no tempo certo e com a cara do pai – hoje o menino tem 2 anos. “Quando dá certo, você esquece todo o sufoco que passou”, afirma Benatti.
“Gastei mais de 100 000 reais para realizar o sonho de ser pai”
O engenheiro paulistano José Carlos Ribeiro, 41 anos, organiza seus gastos em planilhas. Fez uma para controlar as etapas da organização do casamento e outra para as despesas com a festa. É daqueles sujeitos que guardam dinheiro desde o primeiro salário. A primeira vez na vida que teve de lidar com um gasto inesperado e fora de controle foi quando soube em 2004 que só conseguiria ser pai com a ajuda de uma clínica especializada. Na época, a mulher dele, Ana Paula, tinha problemas para engravidar por conta de uma endometriose, uma das principais causas de infertilidade feminina. Num processo desencadeado pela doença, surgem quistos que se alojam nos ovários e impedem a gravidez. Cinco anos e oito fertilizações depois, hoje ela está grávida de cinco meses de um menino. O engenheiro acredita ter gasto mais de 100 000 reais no tratamento. Antes de descobrir o problema, Ribeiro acumulava uma poupança para abrir um negócio próprio. Os planos foram adiados pelos próximos cinco anos. “Nem penso nisso. Prefiro realizar o sonho de ser pai”, afirma.
("Acredito que a falta de planejamento pode resultar em gastos vultosos, mas também devemos entender que o médico deve expor as dificuldades e o caminho duro que muitos poderão ter pela frente "Vamberto Maia).
“Quase desmaiei de dor quando iniciei o tratamento”
O empresário Cláudio Coelho, 35 anos, que vive em Cotia, na Grande São Paulo, tinha tanta vontade de começar uma família que fez exames antes de casar para ter certeza de que era capaz de ser pai. Uma semana antes de embarcar para a lua de mel, em junho de 2002, chegaram os resultados dos testes. Foi um baque: ele era estéril. Na volta da viagem, iniciou um tratamento que teve momentos muito dolorosos. Numa determinada consulta, um enfermeiro aplicou uma agulha de cerca de 3 centímetros nos testículos do empresário para tentar retirar espermatozóides. “Não tomei anestesia e quase desmaiei de dor na clínica”, diz o empresário, que ainda passou por outra sessão do tipo (dessa vez, porém, com a região devidamente anestesiada por uma injeção de xilocaína). Poucos espermatozoides foram conseguidos na coleta, o que deixava margem de menos de 10% para o sucesso da inseminação artificial. O casal acabou dando sorte. Simone engravidou e teve um menino, que hoje tem 6 anos e recebeu o nome do pai. “Foi tamanho o sofrimento que, sem saber o resultado, já havia decidido que seria a última vez que passaria por aquilo”, lembra o empresário. “Se a Simone não engravidasse, teríamos um filho com o sêmen de um doador desconhecido.”
("hoje não se faz mais punção sem anestesia! Não sei onde foi feito este procedimento! "Vamberto Maia).
“Transar virou uma obrigação e o romantismo foi para o espaço”
Embora os especialistas já tenham aposentado há décadas a ideia de que os casais com problemas de fertilidade devem tentar fazer sexo seguindo a tabelinha, de modo a aumentar as chances de gravidez, muitos ainda insistem com a estratégia. Em alguns casos, vão ainda mais longe, chegando ao cúmulo de marcar hora para transar ou definir uma posição que, acreditam, vai facilitar a fecundação. Folclore, além da ineficácia do método, casal com hora marcada para transar começa a colocar em risco a relação. O bancário paulistano Eduardo, 39 anos, que prefere ficar no anonimato, passou pelo problema em 2007, quando ele e a mulher começaram a fazer tratamento de fertilização numa clínica. Eles seguiram à risca as recomendações médicas, mas resolveram também, por conta própria, criar um ritual em casa para “reforçar” as chances de sucesso. Em alguns períodos, transavam todos os dias, mesmo sem vontade. Foi um fiasco. “Sabe aquele dia em que você trabalhou demais e só quer dormir? Não dava para fazer isso. Existia o compromisso de transar, como se fosse tomar um remédio”, diz o bancário. “Aos poucos, o desejo e o romantismo entre nós foi para o espaço.” A crise do casal na cama só foi resolvida com a chegada de dois meninos, gêmeos, em agosto deste ano. “Hoje, nossa única dificuldade é encontrar um tempo para namorar entre o choro dos bebês”, brinca o bancário.
("Na minha opinião um mecanismo válido, mas com data de validade se não o binômio marido-mulher acaba rapidamente "Vamberto Maia ).
“O médico dizia: são raríssimos os casos de gêmeos. Tive três!”
Na década de 1990, os casos de nascimento de trigêmeos começaram a se multiplicar no país por conta dos tratamentos de fertilidade. Era comum transferir na época até cinco embriões para o útero, de modo a garantir a sobrevivência de pelo menos um deles. Hoje em dia, se coloca no máximo três embriões. A chance de todos vingarem é menor que 10%. O engenheiro paulistano Gerson Engelmann, 42 anos, foi um desses pais felizardos. “Quando estávamos iniciando o tratamento, em 2008, lembro do médico falando que era quase impossível termos trigêmeos”, diz. “Quando minha mulher fez o ultrassom e eu contei os três pontinhos na tela, virei para ele e disse: ‘Errou, não é, doutor?’”, recorda o engenheiro, dando uma gargalhada. Engelmann sabia na época que o dinheiro guardado por anos na poupança acabariam no lixo com as fraldas, mas não entrou em pânico. Em vez disso, começou a preparar o sobrado em São Caetano no Sul para receber a prole (os gêmeos são todos meninos e se chamam Rodrigo, Guilherme e Felipe). A reforma concretizou o milagre da compactação. O escritório foi transformado em quarto de brincar, onde os meninos passam a maior parte do dia com duas babás. E o mesmo ambiente que seria ocupado pelo primeiro filho acomodou mais dois berços. Em agosto, a família se mudou para um apartamento maior. “Penso todos os dias: se a gente não tivesse arriscado o tratamento, qual dos três moleques não estaria entre nós agora?”, diz Engelmann.
("Falar de trigêmeos para mim! pense na surpresa que eu tive!" Vamberto Maia).
COMO LIDAR MELHOR COM O PROBLEMA
1. Pare de pensar que a dificuldade acontece apenas com você. Dois em dez casais são inférteis. Em geral, as pessoas evitam comentário assunto.
2. Entenda que ter filhos é uma das possibilidades na vida de um casal. Colocá-la como único objetivo só aumenta o estresse da situação.
3. Casal com hora marcada para transar terá problemas. Namore porque é gostoso, sem se preocupar com posições ou tabelinha. Duas relações por semana são mais do que o suficiente para engravidar.
4. Demonstre para a sua mulher que você também fica chateado com o problema. O discurso do “está tudo bem, uma hora dá certo” pode ser confundido com uma atitude de descaso.
"Uma matéria bem interessante que li. Editei e fiz alguns comentários, mas o link dela na inetegra pode ser lida tb (As materias sempre serão creditas ok)" Vamberto Maia.
Por: Ana Luiza Leal - CLUB ALFA
11h09 28/09/2011
http://clubalfa.abril.com.br/saude/bem-estar/nao-e-o-fim-do-mundo/
O retorno
enfim de volta!
Estava "agoniado" em voltar a escrever.
A tese se foi e estou de volta.
Vamos lá.
Estava "agoniado" em voltar a escrever.
A tese se foi e estou de volta.
Vamos lá.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Socialite paga US$ 180 mil por bebê e ajuda FBI a acabar com quadrilha que vendia recém-nascidos
História da socialite foi capa de jornal nos EUA
Uma socialite americana que pagou US$ 180 mil (cerca de R$ 288 mil) por um bebê ajudou o FBI a desbaratar uma quadrilha que vendia recém-nascidos nos Estados Unidos, segundo o jornal “New York Post” desta terça-feira (16). Taylor Stein queria adotar um irmão para sua filha Djuna, de quatro anos. A socialite foi procurada por uma advogada que disse que tinha um bebê ideal para ela.
“Ela me contou que o bebê seria adotado por um outro casal que havia desistido. No entanto, como a agência tinha empregado uma mulher como barriga de aluguel, eles estavam me oferecendo a criança”, contou.
A agência recrutava barrigas de aluguel e família milionárias que queriam adotar uma criança pela internet. Segundo Stein, o primeiro negócio não deu certo porque a mulher que serviria como barriga de aluguel já havia procurado o FBI. A agência arranjou uma nova barriga de aluguel, mas proibiu Stein de falar com ela.
“Eu não achava que era ilegal, achava somente bizarro”, afirmou.
A socialite continuou pagando a agência quando foi contatada pelo FBI.
“Eles me disseram: ‘você é vítima de uma fraude internacional e pode nos ajudar’. Eu era a pessoa ideal, pois ainda não tinha recebido meu bebê”, contou.
Stein gravou toda a negociação com o grupo. Três pessoas foram presas pela polícia americana. Pelo esquema, a falsa agência enganava mulheres que serviriam como barriga de aluguel, oferecendo salários altos. Elas eram mandadas para a Ucrânia, onde seus óvulos eram fertilizados por doadores anônimos. Todo o esquema era feito no país do Leste Europeu para garantir que os bebês fossem brancos. Após 12 semanas, quando a gravidez estava garantida, a quadrilha procurava famílias ricas que estavam dispostas a pagar fortunas para adotar um bebê.
Pela lei americana, acordos com barrigas de aluguel devem ser feitos antes da gravidez. O esquema funcionou por seis anos e, ao menos, 12 famílias “compraram” bebês do grupo.
Após ajudar o FBI, Stein conseguiu adotar seu filho, que nasceu em março deste ano. Durante todo o tempo, a socialite prestou assistência à mulher que alugou sua barriga para a gravidez.
Agora, Stein quer ir à Ucrânia procurar a família real de seu filho e pretende gravar um documentário sobre adoção e barrigas de aluguel.
*Com informações do “New York Post”
Do UOL Notícias
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/08/16/socialite-paga-us-180-mil-por-bebe-e-ajuda-fbi-a-acabar-com-quadrilha-que-vendia-recem-nascidos.jhtm
Uma socialite americana que pagou US$ 180 mil (cerca de R$ 288 mil) por um bebê ajudou o FBI a desbaratar uma quadrilha que vendia recém-nascidos nos Estados Unidos, segundo o jornal “New York Post” desta terça-feira (16). Taylor Stein queria adotar um irmão para sua filha Djuna, de quatro anos. A socialite foi procurada por uma advogada que disse que tinha um bebê ideal para ela.
“Ela me contou que o bebê seria adotado por um outro casal que havia desistido. No entanto, como a agência tinha empregado uma mulher como barriga de aluguel, eles estavam me oferecendo a criança”, contou.
A agência recrutava barrigas de aluguel e família milionárias que queriam adotar uma criança pela internet. Segundo Stein, o primeiro negócio não deu certo porque a mulher que serviria como barriga de aluguel já havia procurado o FBI. A agência arranjou uma nova barriga de aluguel, mas proibiu Stein de falar com ela.
“Eu não achava que era ilegal, achava somente bizarro”, afirmou.
A socialite continuou pagando a agência quando foi contatada pelo FBI.
“Eles me disseram: ‘você é vítima de uma fraude internacional e pode nos ajudar’. Eu era a pessoa ideal, pois ainda não tinha recebido meu bebê”, contou.
Stein gravou toda a negociação com o grupo. Três pessoas foram presas pela polícia americana. Pelo esquema, a falsa agência enganava mulheres que serviriam como barriga de aluguel, oferecendo salários altos. Elas eram mandadas para a Ucrânia, onde seus óvulos eram fertilizados por doadores anônimos. Todo o esquema era feito no país do Leste Europeu para garantir que os bebês fossem brancos. Após 12 semanas, quando a gravidez estava garantida, a quadrilha procurava famílias ricas que estavam dispostas a pagar fortunas para adotar um bebê.
Pela lei americana, acordos com barrigas de aluguel devem ser feitos antes da gravidez. O esquema funcionou por seis anos e, ao menos, 12 famílias “compraram” bebês do grupo.
Após ajudar o FBI, Stein conseguiu adotar seu filho, que nasceu em março deste ano. Durante todo o tempo, a socialite prestou assistência à mulher que alugou sua barriga para a gravidez.
Agora, Stein quer ir à Ucrânia procurar a família real de seu filho e pretende gravar um documentário sobre adoção e barrigas de aluguel.
*Com informações do “New York Post”
Do UOL Notícias
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/08/16/socialite-paga-us-180-mil-por-bebe-e-ajuda-fbi-a-acabar-com-quadrilha-que-vendia-recem-nascidos.jhtm
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Cafeína pode reduzir fertilidade em mulheres, afirma estudo
A cafeína pode reduzir a atividade muscular das trompas, que levam os ovos contidos no ovário até o ventre da mulher. Este foi o resultado de uma pesquisa realizada em ratos na Faculdade de Medicina da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, e publicada no Jornal Britânico de Farmacologia.Os óvulos humanos são muito pequenos e precisam viajar para o útero para que uma mulher tenha uma gravidez bem-sucedida. Porém, ainda sabe-se muito pouco sobre como os ovos se movem através dos tubos musculares uterinos. Ao estudar os tubos em camundongos, o professor Sean Ward e sua equipe descobriram que a cafeína inibe o funcionamento normal de algumas células nas paredes do tubo, prejudicando o movimento do óvulo em direção ao útero. “Isso oferece uma explicação sobre por que as mulheres que consomem muita cafeína, muitas vezes, demoram mais para engravidar do que aquelas que não consomem”, afirma Ward. O benefício desta descoberta, segundo Ward, não se resume apenas a ajudar as mulheres com dificuldade para engravidar. “Uma melhor compreensão da forma que as trompas trabalham vai auxiliar os médicos a tratarem inflamações pélvicas e doenças sexualmente transmissíveis com mais eficácia”, explica. Além disso, a descoberta pode ajudar a compreender as causas da gravidez ectópica, quando os embriões ficam presos e começam a se desenvolver dentro do tubo de falópio da mulher. Fonte: British Journal of Pharmacology Escrito por Maíra Bonilha http://idmed.uol.com.br/mulher/cafeina-pode-reduzir-fertilidade-em-mulheres-afirma-estudo.html |
terça-feira, 12 de julho de 2011
Prêmio de loteria britânica será um bebê
Pela primeira vez no mundo, o prêmio de um concurso de loteria será UM BEBÊ. Não, você não leu errado. A iniciativa será lançada no fim de julho no Reino Unido. Os vencedores serão levados para uma famosa clínica de fertilização com toda a pompa, por um chofer, para um tratamento no valor de o equivalente a 62 mil reais.
Se a fertilização in vitro não der certo, os vencedores terão direito a óvulos e espermatozoides doados e a barriga de aluguel. Eles também ganharão um celular, com despesas pagas, para ficar em contato com os médicos, informou o "Telegraph".
Fonte:
http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2011/07/06/premio-de-loteria-britanica-sera-um-bebe-390694.asp
terça-feira, 28 de junho de 2011
Uso de drogas e medicamentos podem causar infertilidade

http://www.plenamulher.com.br/dicas.asp?ID_DICAS=2192

Alguns dos fatores que mais afetam a fertilidade das pessoas são difíceis de controlar, justamente por serem hábitos de nosso cotidiano. O que muitas pessoas não sabem é que o uso de drogas afeta, de forma direta, a fertilidade masculina e feminina. Cada substância maléfica tem seus efeitos e prejuízos em particular. E isso vale não apenas para as drogas consideradas "pesadas", como a cocaína, a heroína e o ecstasy, mas também para a maconha, o tabaco, o álcool, os anabolizantes e até mesmo o uso de medicamentos prescritos, como anti-depressivos, anti-inflamatórios e remédios para pressão alta.
“As drogas são responsáveis por uma parcela considerável dos casos em que a investigação da infertilidade se mostra complexa. Até mesmo medicamentos para depressão e pressão alta oferecem riscos aos pacientes, indo além da perda de libido. Eles podem reduzir a quantidade de espermatozóides, gerar problemas de ereção e desregular a menstruação”, afirma Dr. Vamberto Maia, especialista em Reprodução Humana do Grupo Huntington, um dos principais centros de Medicina Reprodutiva do Brasil.
O uso regular de álcool, consumido cada vez mais precocemente, pode gerar alterações hormonais, afetando a produção e a qualidade dos espermatozóides e da ovulação. Nas mulheres especificamente, o álcool pode causar também falta de ovulação e suspensão dos ciclos menstruais. O cigarro também afeta a quantidade e a qualidade dos espermatozóides, reduzindo a capacidade reprodutiva do homem. Já no caso de fumantes do sexo feminino, é comprovado que elas costumam ter mais problemas de abortos espontâneos, além de alteração da condução do embrião pelas tubas uterinas até o útero.
Como as drogas causam a infertilidade:
Álcool – Compromete o sistema reprodutor de homens e mulheres. O uso regular de álcool causa desequilíbrio hormonal, o que compromete a fertilidade de homens e mulheres. Em mulheres, pode causar também defeitos na produção de progesterona, falta de ovulação e suspensão dos ciclos menstruais. Nos homens, redução importante na quantidade e na qualidade de espermatozóides.
Tabaco – O cigarro oferece diversos riscos durante a gestação. O tabaco reduz as chances de um casal ter filhos, comprometendo a quantidade e a qualidade dos espermatozóides. Mulheres fumantes também costumam apresentar mais problemas de abortos espontâneos e problemas tubários.
Maconha – A maconha afeta o sistema reprodutor de seus usuários, resultando em baixa na quantidade de espermatozóides e redução do volume de sêmen. Os espermatozóides ao serem depositados na vagina tendem a perder força antes mesmo de se aproximarem do óvulo, resultando na incapacidade de fecundação.
Cocaína, heroína, crack e ecstasy – São drogas que podem levar à infertilidade permanente, se usadas por tempo prolongado. Nos homens, costumam reduzir a libido, aumentar o número de espermatozóides defeituosos e levar à baixa contagem de espermatozóides. Nas mulheres, as drogas podem resultar em disfunção ovulatória, irregularidades menstruais e diminuir a reserva ovariana, comprometendo seriamente a capacidade de engravidar.
Anabolizantes – Outra droga que pode afetar a fertilidade permanentemente. Além da disfunção erétil e da atrofia dos testículos, o uso de anabolizantes pode diminuir a produção de espermatozóides e aumentar a quantidade de espermatozóides defeituosos. Nas mulheres, além de ganhar traços masculinos, os esteróides podem interferir na ovulação e interromper a menstruação.
Medicamentos - Existem vários medicamentos que podem influenciar negativamente a fertilidade. Entre eles estão a finasterida e duasterida (antiandrogênios) usados para a calvície; espirolactona, um diurético de fraca potência; bloqueadores de cálcio (Nifedipina, Adalat, Ancoron), para a hipertensão arterial; a colchicina; alopurinol, para o tratamento da gota; cimetidina e ranitidina, para o tratamento de gastrite e úlceras; Cetoconazol, para o tratamento de micoses; antibióticos a base de nitrofurantoina, eritromicina, sulfadiazina; entre outros.
Sobre o Grupo Huntington: Criada em 1995, a Huntington Medicina Reprodutiva é um dos maiores grupos do Brasil, com seis unidades instaladas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sob a direção de Paulo Serafini e Eduardo Motta, em São Paulo, e Isaac Yadid e Marcio Coslovsky, no Rio de Janeiro, renomados especialistas na área, o grupo é referência nacional e internacional em tratamentos para fertilidade. A Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, além de técnicas de reversão de vasectomia e de laqueadura, entre outras.
sábado, 25 de junho de 2011
A gravidez de Irene é possível?
Apesar de ser um noveleiro convicto, assisti com espanto a gravidez da pesonagem da Fernada Paes Leme e achei interessante a abordar o tema.
Trama da novela: Irene, na novela Insensato Coração, da Globo, saiu da trama após acidente de carro. Antes de morrer ela contou a Pedro (Eriberto Leão) como conseguiu engravidar dele. A revelação deixou a audiência confusa: é possível uma mulher engravidar se inseminando com o conteúdo de camisinhas deixadas no lixo do banheiro?
Em minha opinião este é um evento dificílimo, pois uma série de eventos teriam que ocorrer, mas viável. Os espermatozoides tem uma vitalidade grande dentro do corpo da mulher. No sistema reprodutivo feminino, estudos mostram que duram até incríveis 5 dias, mas neste caso a camisinha com o sêmen precisaria ser retirada do lixo – como foi retratado na trama Insensato Coração – entre 30 minutos e uma hora após ter sido jogada fora. Neste período, também teria de ser realizada a colocação na vagina e esperar que os espermatozoides cumprissem sua função, no exato dia fértil da mulher.
Para se ter uma idéia, nas clínicas especializadas, um processo de inseminação cuidadoso, que faz uma capacitação do esperma colhido e injeta diretamente no útero da mulher, as chances de gravidez são de 15 a 20%. Neste procedimento clandestino, a possibilidade é muito mais reduzida.
Lembremos que hoje em dia as camisinhas tem espermicidas e lubrificantes, substâncias que matariam a maior parte dos espermatozóides outro dado importante.
Não podemos esquecer que se levada a cabo na vida real, lembra ela, a prática poderia causar infecções, já que a camisinha teria sido retirada do lixo do banheiro – uma fonte de bactérias.
Para fertilização in vitro, esclarecem os médicos, o cenário muda. O sêmen pode ser utilizado em uma possível fertilização, mas vale ressaltar que nesses casos ele é processado e selecionado, o que garante um resultado mais satisfatório. Algumas clínicas têm até uma camisinha especial (sem espermicida) para que casais em processo de fertilização possam recolher o material em casa, com mais privacidade.
Nesta materia colegas foram comentaram o assunto e com opiniões absolutamente realistas.
Por: Chris Bertelli, Fernanda Aranda e Lívia Machado, iG São Paulo 03/06/2011 18:41
http://delas.ig.com.br/saudedamulher/a+gravidez+de+irene+e+possivel/n1597001452884.html
Trama da novela: Irene, na novela Insensato Coração, da Globo, saiu da trama após acidente de carro. Antes de morrer ela contou a Pedro (Eriberto Leão) como conseguiu engravidar dele. A revelação deixou a audiência confusa: é possível uma mulher engravidar se inseminando com o conteúdo de camisinhas deixadas no lixo do banheiro?
Em minha opinião este é um evento dificílimo, pois uma série de eventos teriam que ocorrer, mas viável. Os espermatozoides tem uma vitalidade grande dentro do corpo da mulher. No sistema reprodutivo feminino, estudos mostram que duram até incríveis 5 dias, mas neste caso a camisinha com o sêmen precisaria ser retirada do lixo – como foi retratado na trama Insensato Coração – entre 30 minutos e uma hora após ter sido jogada fora. Neste período, também teria de ser realizada a colocação na vagina e esperar que os espermatozoides cumprissem sua função, no exato dia fértil da mulher.
Para se ter uma idéia, nas clínicas especializadas, um processo de inseminação cuidadoso, que faz uma capacitação do esperma colhido e injeta diretamente no útero da mulher, as chances de gravidez são de 15 a 20%. Neste procedimento clandestino, a possibilidade é muito mais reduzida.
Lembremos que hoje em dia as camisinhas tem espermicidas e lubrificantes, substâncias que matariam a maior parte dos espermatozóides outro dado importante.
Não podemos esquecer que se levada a cabo na vida real, lembra ela, a prática poderia causar infecções, já que a camisinha teria sido retirada do lixo do banheiro – uma fonte de bactérias.
Para fertilização in vitro, esclarecem os médicos, o cenário muda. O sêmen pode ser utilizado em uma possível fertilização, mas vale ressaltar que nesses casos ele é processado e selecionado, o que garante um resultado mais satisfatório. Algumas clínicas têm até uma camisinha especial (sem espermicida) para que casais em processo de fertilização possam recolher o material em casa, com mais privacidade.
Nesta materia colegas foram comentaram o assunto e com opiniões absolutamente realistas.
Por: Chris Bertelli, Fernanda Aranda e Lívia Machado, iG São Paulo 03/06/2011 18:41
http://delas.ig.com.br/saudedamulher/a+gravidez+de+irene+e+possivel/n1597001452884.html
AVISO DE AUSÊNCIA
Aos amigos que me acompanham peço desculpas por estar ausente, mas vivo dias de defesa de doutorado e estou ocupado.
Guardarei a saga de minhas filhas par Agosto e vou publicar apenas noticias interessantes!
Abraços
Guardarei a saga de minhas filhas par Agosto e vou publicar apenas noticias interessantes!
Abraços
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Quando ser Mãe
Todo e qualquer seminários que se preze sempre tem uma sessão sobre idade x fertilidade. Todos se perguntam: qual a idade certa para ser mãe? Desde cedo, quando criança, ouvia os planos: “vou me casar e ter filhos” da boca de minhas “amiguinhas. Na adolescência, poucas repetiam isto, o discurso agora era: Faculdade primeiro, vencer profissionalmente, casa própria, carro quitado, viagem para Europa... mas gestação só para as tolas!!!
Em recente pesquisa com executivas da wallstreet centro financeiro americano, mais de 90% acreditavam que poderiam ser mãe quando quiserem, e não se preocupavam com idade. A nossa sociedade moderna não levou em consideração que a função reprodutiva feminina é finita, pois o número total de óvulos já esta determinado desde o nascimento e não há como parar o tempo. Do ponto de vista de resultados em tratamentos a melhor etapa para se engravidar é até os 30 anos – fato. Depois disso é uma corrida contra o tempo: A saber, quantidade e qualidade de óvulos que se vão.
Em recente pesquisa com executivas da wallstreet centro financeiro americano, mais de 90% acreditavam que poderiam ser mãe quando quiserem, e não se preocupavam com idade. A nossa sociedade moderna não levou em consideração que a função reprodutiva feminina é finita, pois o número total de óvulos já esta determinado desde o nascimento e não há como parar o tempo. Do ponto de vista de resultados em tratamentos a melhor etapa para se engravidar é até os 30 anos – fato. Depois disso é uma corrida contra o tempo: A saber, quantidade e qualidade de óvulos que se vão.
Não discuto que uma gestação precoce é conturbada, para falar o mínimo. Mais tenho convicção que os piores momentos no consultório são daquelas mulheres que priorizaram a vida profissional, patrimonial e pessoal, em detrimento a gestacional e não conseguiram engravidar. Uma coisa é não quere engravidar, outra é não conseguir.
O tratamento de pacientes com idade mais avançada representa um dos maiores desafios da medicina reprodutiva. Os avanços das técnicas levaram ao aumento significativo no sucesso gestacional em pacientes com idade inferior a 35 anos. No entanto, esse crescimento não ocorreu nas taxas de gestação nas pacientes com mais 35 anos. Nesses casos, há uma dificuldade na resposta ovariana da paciente e um menor número óvulos com qualidade para os tratamentos. Como conseqüência, temos uma eficácia reduzida na implantação dos embriões, baixas taxas de gestação e altas taxas de aborto espontâneo. Também há maior incidência de problemas genéticos nos gametas dessas pacientes.
No ano passado um novo exame que avalia a reserva ovariana chegou para ajudar muito no reconhecimento precoce de mulheres com rápida depleção das reservas ovarianas – o hormônio anti-mulleriano (AMH). Os demais métodos não perderam sentido, pelo contrário, continuam e muito sendo usado com real aplicação. Não existe substituição, e sim adição de forças.
O tratamento de pacientes com idade mais avançada representa um dos maiores desafios da medicina reprodutiva. Os avanços das técnicas levaram ao aumento significativo no sucesso gestacional em pacientes com idade inferior a 35 anos. No entanto, esse crescimento não ocorreu nas taxas de gestação nas pacientes com mais 35 anos. Nesses casos, há uma dificuldade na resposta ovariana da paciente e um menor número óvulos com qualidade para os tratamentos. Como conseqüência, temos uma eficácia reduzida na implantação dos embriões, baixas taxas de gestação e altas taxas de aborto espontâneo. Também há maior incidência de problemas genéticos nos gametas dessas pacientes.
No ano passado um novo exame que avalia a reserva ovariana chegou para ajudar muito no reconhecimento precoce de mulheres com rápida depleção das reservas ovarianas – o hormônio anti-mulleriano (AMH). Os demais métodos não perderam sentido, pelo contrário, continuam e muito sendo usado com real aplicação. Não existe substituição, e sim adição de forças.
O fato é que o máximo de óvulos que a mulher produziu na vida foi na 25ª semana de gestação da vida intra uterina dela mesma. Naquela ocasião acreditasse que existiriam de 6 a 20 milhões de óvulos. Ao nascerem esse número cai para 4 milhões e na primeira menstruação chega a 400.000 óvulos. Mensalmente algo em torno de 1.000 óvulos são recrutados, um ovulado e os demais perdidos. Usar contraceptivo não muda nada, já que a apoptose celular (morte programada) fará a destruição mensal independente de estar ou não ovulando.
A idade da paciente sempre será um dos principais fatores prognósticos em qualquer tratamento de reprodução humana. É possível resolver as dificuldades na imensa maioria dos casos. No entanto, não temos como parar o processo inexorável que levará à menopausa. A velocidade em que isso ocorre depende muito do organismo de cada mulher.
Talvez a mensagem final é: equilíbrio sempre. Quem acompanha minha historia e de minhas trigêmeas pode imaginar que minha vida mudou, mas nunca estive tão feliz – e se soubesse, teria sido pai antes. Desejo que vocês consigam ser mães também. A medicina reprodutiva está aqui para fazer a parte dela, mas vocês podem planejar a maternidade, evitando as complicações advindas com a idade.
A idade da paciente sempre será um dos principais fatores prognósticos em qualquer tratamento de reprodução humana. É possível resolver as dificuldades na imensa maioria dos casos. No entanto, não temos como parar o processo inexorável que levará à menopausa. A velocidade em que isso ocorre depende muito do organismo de cada mulher.
Talvez a mensagem final é: equilíbrio sempre. Quem acompanha minha historia e de minhas trigêmeas pode imaginar que minha vida mudou, mas nunca estive tão feliz – e se soubesse, teria sido pai antes. Desejo que vocês consigam ser mães também. A medicina reprodutiva está aqui para fazer a parte dela, mas vocês podem planejar a maternidade, evitando as complicações advindas com a idade.
Idade e Maternidade
Esta semana me deparei com o caso da atriz Solange Couto, a eterna "dona Jura", e sua gestação. Feliz da vida com a gravidez, aos 54 anos.
Obviamente esta gravidez leva a vários questionamentos, principalmente quanto a idade possível para se engravidar. Segundo os padrões da medicina as chances de uma gravidez natural após os 50 anos são menos de 1%. E os riscos de abortamento e de nascimento de bebês com síndromes genéticas são altíssimos.
Não vou aqui polemizar se esta gravidez é natural ou não, convenhamos isto é do foro intimo da atriz, mas questionar quando a mulher deve engravidar é pertinente e vez ou outra me ponho a pensar se o que faço pode gerar uma família desestruturada.
A mamãe com mais idade do mundo, ao natural – sem óvulos de terceiros, é de uma britânica Mrs. Dawn Brooke que engravidou e deu à luz um bebê aos 59 anos, em 1997. Lembro que o ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóide) foi descoberta por Palermo em 1992. Antes, o recorde mundial pertencia a uma norte-americana, de Los Angeles (EUA), que foi mãe aos 57 anos. Com uma ajudinha nossa já existe duas indianas que engravidaram aos 70 anos, claro que com óvulos doados.
E agora será que a medicina pode se envolver em quem deve ou não engravidar. Um homem de 80 anos pode e uma mulher não? Claro que uma gravidez tem inúmeros riscos e com a idade tudo fica mais complexo, talvez aí resida a nossa resposta – se houver saúde diria que sim, idade passa a ser um dado a mais.
Para me contradizer, a espanhola Maria Del Carmen Bousada Lara, que teve gêmeos aos 66 anos em 2006, com óvulos de uma outra mulher e sêmen de um banco nos EUA, apresentou e veio a falecer 5 meses após o parto por um câncer de mama, deixando órfãos os bebês.
Penso, com convicção, que a idade é um fator determinante para uma gestação, mas não cabe a nos, médicos, dizer quem pode ou não engravidar. Bom senso e critérios, desprovidos de desejos pecuniários, devem sempre ser o mais importante.
Como diria a própria Dona Jura – “não é brinquedo não”.
Obviamente esta gravidez leva a vários questionamentos, principalmente quanto a idade possível para se engravidar. Segundo os padrões da medicina as chances de uma gravidez natural após os 50 anos são menos de 1%. E os riscos de abortamento e de nascimento de bebês com síndromes genéticas são altíssimos.
![]() |
| Eterna Dona Jura - Solange Couto |
A mamãe com mais idade do mundo, ao natural – sem óvulos de terceiros, é de uma britânica Mrs. Dawn Brooke que engravidou e deu à luz um bebê aos 59 anos, em 1997. Lembro que o ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóide) foi descoberta por Palermo em 1992. Antes, o recorde mundial pertencia a uma norte-americana, de Los Angeles (EUA), que foi mãe aos 57 anos. Com uma ajudinha nossa já existe duas indianas que engravidaram aos 70 anos, claro que com óvulos doados.
E agora será que a medicina pode se envolver em quem deve ou não engravidar. Um homem de 80 anos pode e uma mulher não? Claro que uma gravidez tem inúmeros riscos e com a idade tudo fica mais complexo, talvez aí resida a nossa resposta – se houver saúde diria que sim, idade passa a ser um dado a mais.
Para me contradizer, a espanhola Maria Del Carmen Bousada Lara, que teve gêmeos aos 66 anos em 2006, com óvulos de uma outra mulher e sêmen de um banco nos EUA, apresentou e veio a falecer 5 meses após o parto por um câncer de mama, deixando órfãos os bebês.
Penso, com convicção, que a idade é um fator determinante para uma gestação, mas não cabe a nos, médicos, dizer quem pode ou não engravidar. Bom senso e critérios, desprovidos de desejos pecuniários, devem sempre ser o mais importante.
Como diria a própria Dona Jura – “não é brinquedo não”.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Avaliação histeroscópica em pacientes com infertilidade
![]() |
| HSC diagnóstica |
A HSG é de grande importância na avaliação da permeabilidade tubária. Entretanto, apresenta muitas limitações no estudo da cavidade uterina, e muitas vezes não permite o diagnóstico diferencial de algumas malformações ou de doenças como sinéquias, miomas submucosos ou pólipos, que são sugeridos com a identificação de falhas de enchimento. A USG, quando comparada com a HSG, demonstra uma acurácia menor. Aproximadamente 40% dos casos de infertilidade que são referenciados para histeroscopia demonstram achados inesperados de anormalidades. Embora esse valor seja significativo, não há consenso sobre a utilização prévia de histeroscopia em todas as pacientes com infertilidade.
![]() |
| Pólipo endometrial |
A HSC permite visão direta e estudo detalhado do canal cervical e de seu trajeto, do aspecto morfológico e funcional do orifício interno, além da avaliação estrutural e morfológica da cavidade uterina. Frequentemente, é capaz de diagnosticar e tratar doenças que interferem na fecundação, nidação ou na manutenção da gestação, podendo elevar as taxas de sucesso da fertilização in vitro (FIV).
Os estudos e recomendações recentes são discordantes em relação ao momento da indicação da HSC nas pacientes em pesquisa de infertilidade. Enquanto alguns indicam a HSC em todas as pacientes que serão submetidas à FIV com base em trabalhos que mostram anormalidade em cavidade mesmo com USG e HSG normais, outros somente a indicam em caso de alterações na USG e/ou na HSG ou em casos de falha em FIV prévia.
![]() |
| HSC diagnóstica - miscelânias |
A HSC apresenta a importante vantagem sobre os outros métodos propedêuticos da confirmação anatomopatológica das lesões identificadas visualmente, por meio da biópsia dirigida. Isto permite que o diagnóstico possa ser realizado mesmo que haja falha na identificação da doença. Ao mesmo tempo, a HSC permite o tratamento de vários dos achados como, por exemplo, pólipos e miomas.
Há uma escassez de dados sobre casuísticas brasileiras na avaliação de pacientes inférteis por meio da HSC. Há uma predominância de estudos europeus e americanos.
Assim a indicação deste deve ser ponderada em casos de infertilidade conjugal, mas sem a obrigatoriedade deste.
Lasmar, R.B. et al.Avaliação histeroscópica em pacientes com infertilidade. RBGO, Agosto 2010 - Volume 32, nº 8, pág 393.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
CGH (Comparative genomic hybridization) uma pequena revolução.
Ë sabido do grande desafio em reprodução humana que é as taxas de sucesso. O homem é, sem dúvida, a espécie que mais erros desencadeia na formação de seus descendentes e isso é bem reconhecido em reprodução humana. A grande maioria das falhas é devido a causas embrionárias. Neste sentido reconhecer quem é o embrião normal pode ser um caminho a melhoria das taxas de sucesso. Quero enfatizar que este procedimento de análise dos 24 cromossomos é um diagnóstico, complementar ao tratamento de Fertilização in vitro (FIV), que tem como objetivo analisar todos os 46 cromossomos (23 pares cromossômicos), em um único teste, a fim de detectar alterações cromossômicas na(s) célula(s) embrionária(s), como ganho e perda do material cromossômico utilizando-se da técnica de Hibridização Genômica Comparativa (CGH). Esta ferramenta complementar, não altera ou trata o problema causador da infertilidade.
As alterações na quantidade de cromossomos, denominadas aneuploidias, são uma das principais causas de infertilidade, sendo muito frequentes em embriões produzidos in vitro, podendo alcançar 60% em mulheres com idade até 35 anos e 80% em mulheres com 41 anos. Assim a análise de todos os cromossomos eleva os índices gestacionais, o que significa aumentar a taxa de implantação embrionária e diminuir os riscos de abortos, possibilitando o nascimento de bebês saudáveis. Sendo capaz de detectar aneuploidias, ganho e perda de material genético, e outras alterações cromossômicas em todo material genético da célula. O processo pode demorar mais de 30 horas, mas já é possível ter estes resultados em tempo mais curto o que favorece a não necessidade de congelamento de embriões, um ganho e tanto em termos sucesso ao tratamento.
Acredito que no futuro esta ferramenta, associado a informações que o embrião troca com o meio de cultura serão de suma importância para o grande sonho de qualquer profissional que milita em infertilidade conjugal: Um embrião, um bebê.Mini-FIV (Míni Fertilização In Vitro)
Quando falamos de reprodução humana, sempre temos em mente duas preocupações: as taxas de resultado ainda desapontantes e os custos. Não é muito incomum as terríveis comparações entre os casais eu tive 10m óvulos e você?”. Muitas vezes a quantidade exagerada de óvulos é deletério ao tratamento e isto é inegável. Pensando nisto é que alguns centros tem diminuídos a quantidade de medicação na tentativa de diminuir o custo e tentado manter resultados semelhantes aos da FIV usual. A idéia é que são suficientes não mais do que dois a três óvulos em uma estimulação ovariana para produzir embriões de boa qualidade, desta forma procura-se selecionar melhor os óvulos.
O método ganhou repercussão com o médico japonês Osmau Kato, Diretor do Kato Ladies Clinic, em Tóquio, Japão, e registrado com o nome de “Mini-IVF®” (Mini In Vitro Fertilization). Outro pesquisador de destaque é o professor Shermam Silber, do St. Luke´s Hospital in St. Louis.
Este modelo de tratamento tem suas indicações e deve ser bastante discutida com o casal, já que é possível nos depararmos com a necessidade de congelamento dos embriões pela pior qualidade do endométrio.
A Mini FIV quando bem utilizado é uma ferramenta importante para ajudar os casais inférteis.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Agora é lei - transferência de embriões tem suas regras
Como é de conhecimento de todos, no último dia 06 de janeiro, foi publicada uma Revisão das Normas Éticas do CFM, antiga 1358/92 e atual 1957/10. Basicamente o texto original sofreu pequenas modificações e algumas novas determinações foram colocadas, sendo a principal com relação ao número de embriões a serem transferidos. Deste modo, gostaríamos de enfatizar a importância deste fato. Eu, particularmente já seguia estas recomendações, mas agora é lei:
1) Número máximo de embriões a serem transferidos = 04(quatro)
2) Números de embriões transferidos por idade independente do histórico:
a. Até 35 anos = até 02 embriões
b. Entre 36 e 39 anos = até 03 embriões
c. 40 anos ou mais = até 04 embriões
Gostaríamos de lembrar que estas são determinações e não cabem exceções.
1) Número máximo de embriões a serem transferidos = 04(quatro)
2) Números de embriões transferidos por idade independente do histórico:
a. Até 35 anos = até 02 embriões
b. Entre 36 e 39 anos = até 03 embriões
c. 40 anos ou mais = até 04 embriões
Gostaríamos de lembrar que estas são determinações e não cabem exceções.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Canto diminui ansiedade de mães de crianças internadas
A melodia monofônica do canto Gregoriano, também conhecido como cantochão, diminui o nível de ansiedade de mães que têm seus filhos hospitalizados. Percebendo que a música tem a capacidade de permear o cotidiano do ser humano, a enfermeira Ana Paula Almeida comprovou, em sua pesquisa de mestrado, que o ritmo do canto Gregoriano pode ser utilizado como prática alternativa em ambientes clínicos, auxiliando no enfrentamento da dor, do medo, da angústia e da insegurança vivenciados pelas mães de crianças que estão em tratamento no Hospital.
Segundo Ana Paula, o cuidado que o Hospital precisa ter com o estado emocional da mãe deve ser equivalente ao cuidado prestado à criança. “Quando a mãe está nervosa, ansiosa e impaciente, ela transmite esses sentimentos para o filho, o que pode prejudicar a recuperação da criança”, explica a enfermeira. Por meio de sua pesquisa, Ana Paula evidencia que as práticas alternativas são uma forma eficiente de “olhar com mais atenção para essas situações que influenciam no tratamento”. “Essas práticas são mais acessíveis e baratas, e trazem benefícios para os pacientes”, completa.
O estudo constatou, estatisticamente, que houve redução do nível de ansiedade das mães após a audição do cantochão. Segundo Ana Paula, isso acontece por causa do perfil musical deste canto, e não por causa do conteúdo. O ritmo do estilo musical é marcado pela tranquilidade, mansidão e calma, que já eram características atribuídas a esse gênero desde a Idade Média. “Por ser uma música de cunho religioso, algumas mães que não eram católicas se recusaram a ouvir, apesar de ser explicado a elas que a pesquisa se relacionava ao estudo do ritmo musical”, aponta.
De acordo com a enfermeira, as mães que participaram da pesquisa concordaram que o canto Gregoriano é como um “mar calmo”, e como disse uma das mães, “realmente faz a gente se sentir melhor”. A pesquisadora esclarece ainda o por quê da diminuição da ansiedade, explicando que “ao ouvir o canto, você se deixa envolver pelo ritmo, e sua respiração também. E sendo uma música monofônica, sem muitas oscilações de tons, a respiração começa a ficar tão calma quanto o som que está sendo ouvido, promovendo um relaxamento e, consequentemente, reduzindo a ansiedade”.
Depois de comprovar a eficácia dessa prática alternativa no hospital onde foi realizada a pesquisa inédita, Ana Paula propõe que sejam pensadas diversas formas de aplicação da música em ambiente hospitalar, já que é um modo acessível e inovador do cuidar. Segundo ela, que conhece as possibilidades de expressão, união, alegria, encontro e cuidado promovido pela música, a prática é capaz de contribuir para o bem estar dos pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.
Assinar:
Comentários (Atom)





A cafeína pode reduzir a atividade muscular das trompas, que levam os ovos contidos no ovário até o ventre da mulher. Este foi o resultado de uma pesquisa realizada em ratos na Faculdade de Medicina da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, e publicada no Jornal Britânico de Farmacologia.


