quinta-feira, 14 de abril de 2011

Idade e Maternidade

Esta semana me deparei com o caso da atriz Solange Couto, a eterna "dona Jura", e sua gestação. Feliz da vida com a gravidez, aos 54 anos.
Obviamente esta gravidez leva a vários questionamentos, principalmente quanto a idade possível para se engravidar. Segundo os padrões da medicina as chances de uma gravidez natural após os 50 anos são menos de 1%. E os riscos de abortamento e de nascimento de bebês com síndromes genéticas são altíssimos.
Eterna Dona Jura - Solange Couto
Não vou aqui polemizar se esta gravidez é natural ou não, convenhamos isto é do foro intimo da atriz, mas questionar quando a mulher deve engravidar é pertinente e vez ou outra me ponho a pensar se o que faço pode gerar uma família desestruturada.
A mamãe com mais idade do mundo, ao natural – sem óvulos de terceiros, é de uma britânica Mrs. Dawn Brooke que engravidou e deu à luz um bebê aos 59 anos, em 1997. Lembro que o ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóide) foi descoberta por Palermo em 1992. Antes, o recorde mundial pertencia a uma norte-americana, de Los Angeles (EUA), que foi mãe aos 57 anos. Com uma ajudinha nossa já existe duas indianas que engravidaram aos 70 anos, claro que com óvulos doados.
E agora será que a medicina pode se envolver em quem deve ou não engravidar. Um homem de 80 anos pode e uma mulher não? Claro que uma gravidez tem inúmeros riscos e com a idade tudo fica mais complexo, talvez aí resida a nossa resposta – se houver saúde diria que sim, idade passa a ser um dado a mais.
Para me contradizer, a espanhola Maria Del Carmen Bousada Lara, que teve gêmeos aos 66 anos em 2006, com óvulos de uma outra mulher e sêmen de um banco nos EUA, apresentou e veio a falecer 5 meses após o parto por um câncer de mama, deixando órfãos os bebês.
Penso, com convicção, que a idade é um fator determinante para uma gestação, mas não cabe a nos, médicos, dizer quem pode ou não engravidar. Bom senso e critérios, desprovidos de desejos pecuniários, devem sempre ser o mais importante.
Como diria a própria Dona Jura – “não é brinquedo não”.

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