Não é de hoje
que o maior problema dos tratamentos em reprodução humana é a obtenção da
gestação em si. Há uma estimativa de que a infertilidade afeta cerca de um em
cada cinco casais, sendo o fator feminino o responsável pela maior parte dos
casos. O conhecimento das etapas da fertilização, questões laboratoriais, o
crescimento embrionário e a indução da ovulação estão bem conhecidos e
controlados, contudo os resultados na obtenção da gravidez praticamente não se
alteraram nas últimas duas décadas. Aproximadamente 70% dos embriões
morfologicamente normais transferidos ao útero serão reabsorvidos antes da confirmação
da gestação. Este é um dos principais fatores limitantes às técnicas de
reprodução humana assistida; a falha da implantação embrionária que é complexa
e pobremente entendida.
Assim
um fator particularmente importante para o sucesso de uma gravidez é a
receptividade endometrial, que corresponde ao estado em que o endométrio se
encontra para que ocorra a implantação embrionária. Nesse sentido pesquisas
foram feitas para entender melhor e buscar alternativas para a aumento das
taxas de gravidez.
Neste processo
apareceu uma ferramenta para identificar o período receptivo do endométrio e
estabelecer uma transferência de embriões personalizada (pET). O teste está
indicado para mulheres com falhas de implantação mesmo tendo embriões de boa
qualidade.
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| Ação de biopsiar o útero |
Aproximadamente
em 25% destas pacientes é detectado um deslocamento da janela de implantação.
Um fator particularmente importante para o sucesso é a receptividade
endometrial, que corresponde ao estado em que o endométrio se encontra para que
ocorra a implantação do embrião. Esse período é chamado de janela de
implantação. O laboratório espanhol IGENOMIX desenvolveu o teste ERA (Endometrial Receptivity Array), uma
ferramenta de diagnóstico molecular que através de uma biópsia endometrial
analisa a expressão de 238 genes envolvidos na receptividade do endométrio,
permitindo determinar se uma mulher é ou não receptiva no momento da retirada
da amostra. Caso o resultado seja positivo, isso significa que a janela de
implantação é localizada no dia em que a biópsia foi realizada, e o embrião irá
implantar no útero durante esse período. Um estado não receptivo significa uma
janela de implantação deslocada e uma nova biópsia deve ser realizada de acordo
com o resultado indicado pelo sistema informático, indicando a janela de
implantação personalizada de cada paciente. Isso permite que o embrião implante
com sucesso nos ciclos subsequentes o que denominamos de pET.
Um estudo
recente, realizado em 2014, com pacientes que realizaram o teste ERA, concluiu
que após a primeira biópsia, 24% das pacientes resultaram em não receptivas. E,
em 88% desses casos, uma segunda biópsia localizou a janela de implantação e,
portanto, o período em que a paciente estava receptiva.
Claro que não
estamos diante de um tratamento universal e que deverá ser aplicado a todos os
casais submetidos a tratamentos de infertilidade, mas sem dúvida abre mais uma
janela para melhores taxas de sucesso ao tratamento e elucidações de questões
antes poucos esclarecidas.

Ola doutor :)
ResponderExcluirNo meu caso fariamos este teste para aumentar as minhas chances?