Passada a menopausa, a mulher não pode mais ter filhos pelo método natural e nem com seus próprios óvulos - a não ser que tenham sido congelados anteiormente. Ainda assim, resta uma possibilidade. Para engravidar, ela precisa se submeter a uma fertilização in vitro (FIV) feita a partir de um óvulo fornecido por uma doadora.
A menopausa é constatada quando a mulher já completou um ano sem menstruar. O fenômeno normalmente acontece por volta dos 50 anos. Mas, dois anos antes de ter a última menstruação, a qualidade dos folículos cai e fica bem mais difícil engravidar com seus próprios óvulos.
Tratamento complementar
Além de se submeter a uma fertilização in vitro com óvulo de doação, a mulher que pretende engravidar depois da menopausa precisa de medicações que façam com que ela menstrue novamente. "Como ela está com o útero menor, vamos ter que dar uma medicação que faça o útero ficar do tamanho que ele era quando a mulher ainda menstruava naturalmente. Não daria para só colocar o embrião no colo do útero, pois o risco de aborto espontâneo se tornaria maior", esclarece a médica.
Segundo a especialista, qualquer gestão depois dos 35 anos já é considerada de risco. Normalmente, entre os problemas que podem ocorrer estão diabetes, pressão alta e parto prematuro. Portanto, tentar engravidar depois da menopausa é uma decisão que deve ser tomada com bastante cuidado e, principalmente, com aconselhamento e acompanhamento médico adequados.
Menopausa precoce
Em alguns casos, como o de mulheres que passam por um tratamento de quimeoterapia, a menopausa chega mais cedo. O conselho de Thaís para as mulheres que vão passar por algum tipo de tratamento que possa deixá-las inférteis é o congelamento dos óvulos.
"Até mesmo para as mulheres que precisam dedicar muito tempo à carreira e só pretendem engravidar após os 40 anos, o ideal é que elas congelem os óvulos, pois a fertilidade da mulher diminui de acordo com a idade", sugere a médica.
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