Como é de conhecimento de todos, no último dia 06 de janeiro, foi publicada uma Revisão das Normas Éticas do CFM, antiga 1358/92 e atual 1957/10. Basicamente o texto original sofreu pequenas modificações e algumas novas determinações foram colocadas, sendo a principal com relação ao número de embriões a serem transferidos. Deste modo, gostaríamos de enfatizar a importância deste fato. Eu, particularmente já seguia estas recomendações, mas agora é lei:
1) Número máximo de embriões a serem transferidos = 04(quatro)
2) Números de embriões transferidos por idade independente do histórico:
a. Até 35 anos = até 02 embriões
b. Entre 36 e 39 anos = até 03 embriões
c. 40 anos ou mais = até 04 embriões
Gostaríamos de lembrar que estas são determinações e não cabem exceções.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Canto diminui ansiedade de mães de crianças internadas
A melodia monofônica do canto Gregoriano, também conhecido como cantochão, diminui o nível de ansiedade de mães que têm seus filhos hospitalizados. Percebendo que a música tem a capacidade de permear o cotidiano do ser humano, a enfermeira Ana Paula Almeida comprovou, em sua pesquisa de mestrado, que o ritmo do canto Gregoriano pode ser utilizado como prática alternativa em ambientes clínicos, auxiliando no enfrentamento da dor, do medo, da angústia e da insegurança vivenciados pelas mães de crianças que estão em tratamento no Hospital.
Segundo Ana Paula, o cuidado que o Hospital precisa ter com o estado emocional da mãe deve ser equivalente ao cuidado prestado à criança. “Quando a mãe está nervosa, ansiosa e impaciente, ela transmite esses sentimentos para o filho, o que pode prejudicar a recuperação da criança”, explica a enfermeira. Por meio de sua pesquisa, Ana Paula evidencia que as práticas alternativas são uma forma eficiente de “olhar com mais atenção para essas situações que influenciam no tratamento”. “Essas práticas são mais acessíveis e baratas, e trazem benefícios para os pacientes”, completa.
O estudo constatou, estatisticamente, que houve redução do nível de ansiedade das mães após a audição do cantochão. Segundo Ana Paula, isso acontece por causa do perfil musical deste canto, e não por causa do conteúdo. O ritmo do estilo musical é marcado pela tranquilidade, mansidão e calma, que já eram características atribuídas a esse gênero desde a Idade Média. “Por ser uma música de cunho religioso, algumas mães que não eram católicas se recusaram a ouvir, apesar de ser explicado a elas que a pesquisa se relacionava ao estudo do ritmo musical”, aponta.
De acordo com a enfermeira, as mães que participaram da pesquisa concordaram que o canto Gregoriano é como um “mar calmo”, e como disse uma das mães, “realmente faz a gente se sentir melhor”. A pesquisadora esclarece ainda o por quê da diminuição da ansiedade, explicando que “ao ouvir o canto, você se deixa envolver pelo ritmo, e sua respiração também. E sendo uma música monofônica, sem muitas oscilações de tons, a respiração começa a ficar tão calma quanto o som que está sendo ouvido, promovendo um relaxamento e, consequentemente, reduzindo a ansiedade”.
Depois de comprovar a eficácia dessa prática alternativa no hospital onde foi realizada a pesquisa inédita, Ana Paula propõe que sejam pensadas diversas formas de aplicação da música em ambiente hospitalar, já que é um modo acessível e inovador do cuidar. Segundo ela, que conhece as possibilidades de expressão, união, alegria, encontro e cuidado promovido pela música, a prática é capaz de contribuir para o bem estar dos pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.
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