AMH e AFC são válidos porque eles podem identificar com
precisão semelhante (~ 80%), os pacientes com reserva ovariana diminuída e
aqueles em risco de resposta excessiva (SHOO). Ao contrário de FSH e da inibina
B, o AMH se correlaciona com o número de folículos existentes em fase
independentes fases da menstruação. AMH tem baixa variabilidade intra e inter ciclo,
o que faz com que seja possível avaliar os seus níveis em qualquer dia do ciclo
e em uma única medida. Em contraste, o AFC avalia a coorte de folículos na fase
inicial da menstruação daquele ciclo e é um excelente preditor de resposta à
estimulação que será realizada. Estes folículos são facilmente detectados ao
ultrassom transvaginal e assim a perspectiva de resposta a estimulação fica
mais clara. O número de folículos no início do ciclo representa a reserva
ovariana daquele momento.
A principal utilidade clínica da AMH e AFC é ajudar os médicos
a identificar corretamente os pacientes em risco de resposta elevada e baixa,
e, portanto, individualizar EOC. Um exemplo é a utilização de baixas doses
iniciais de medicação em mulheres identificadas como em risco de resposta
excessiva. Essa abordagem tem demonstrado bons resultados minimizando riscos de
SHOO e melhorando o custo-eficiência dos tratamentos em baixas respondedoras.
Infelizmente para gravidez nenhum dos marcadores são
indicadores precisos. Resposta ovariana à EOC reflete a reserva ovariana, mas a
ocorrência de gravidez após tratamento está relacionada a vários fatores,
incluindo a reserva ovariana, qualidade dos óvulos, qualidade do embrião, receptividade
endometrial, problemas de saúde, causas da infertilidade e outros. Saber o que
esta por vir é importante para que os casais se sintam seguros e confiantes
diante do nebuloso. Acreditar no seu médico e na estrutura é ainda um importante
passo no sucesso do tratamento.
