terça-feira, 29 de outubro de 2013

GRANDE PREOCUPAÇÃO PELO CUSTO DA FERTILIZAÇÃO IN VITRO

Quem procura tratamento sabe o quanto é caro tratar da infertilidade e isto tem sido até confirmado em trabalhos científicos que mostraram que o custo da fertilização in vitro (FIV) é uma grande preocupação para os futuros pais. A maior parte da população mundial não tem o direito a tratamentos de infertilidade gratuitos ou de custo reduzido. No Reino Unido, são disponibilizados no NHS até três ciclos de FIV. 


No Brasil foram entrevistaram mais de 5.000 pacientes para identificar a maior e principal preocupação quanto à realização da FIV. Dentre as opções: o risco de gestação múltipla, as possibilidades de malformação, o preconceito social, a religião ou as decisões sobre embriões supranumerários, o que mais preocupou foram os custos financeiros para a esmagadora maioria (83%) que colocou a parte financeira no topo da sua lista de preocupações. Os resultados foram apresentados no 21º Congresso Mundial da Federação Internacional de Sociedades de Fertilidade em Boston, Massachusetts, EUA.

É provável que muitos casais inférteis não procurem ou interrompam o tratamento por causa de recursos financeiros limitados. Portanto, o desenvolvimento de estratégias de tratamentos que envolvam economia de custos é de fundamental importância a fim de oferecer um tratamento de infertilidade acessível aos casais em uma situação econômica menos favorável.

Quando se fala em custos é preciso entender que existem 2 participantes nesta história: a parte clinica (que envolve tudo de um centro de reprodução: staff, laboratório, infraestrutura e tecnologia... ) e a parte medicamentosa. Ambas quase igualmente caras no processo (algo como 3/5 clinica e 2/5 medicação do valor final do tratamento).

No Brasil alguns centros de reprodução humana estão se valendo de programas para ajudar a estes casais bem como os laboratórios, que cientes do seu papel, também estão procurando estabelecer programas de acesso a um custo menor as medicações usadas. O grande problema é fazer isso sem diminuir a qualidade do serviço prestado, já que falamos em uma tecnologia laboratorial muito cara e em constante renovação.

Atualmente, estima-se que a porcentagem de atendimentos realizados em serviços públicos de reprodução humana assistida não chegue a 5%. Os pacientes, casais inférteis que necessitam de tratamento de alta complexidade, como a FIV, normalmente recorrem às clínicas privadas. No Brasil são realizados cerca de 25 mil FIV ao ano. O serviço publico atende menos de 1.800 casos/ano.

Particularmente este é meu plano para breve.

Fonte: doctors.net.uk 


 Iconelli, A. Jr. et al. Main Concerns Regarding In Vitro Fertilization Techniques: Result of a Website Survey. Presented at the International Federation of Fertility Societies 21st World Congress on Fertility and Sterility, taking place in Boston, USA, from 12th to 17th October 2013.