A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (com a sigla ASCO, devido ao seu nome em inglês) divulgou as diretrizes atualizadas sobre a preservação da fertilidade em adultos e crianças com câncer.
No novo texto, os especialistas destacam cinco recomendações.
Em primeiro lugar, a ASCO reconhece a criopreservação de oócitos como técnica padronizada.
Em segundo lugar, o painel redator das diretrizes “reconhece as novas abordagens de estimulação ovariana para preservar a fertilidade com a criopreservação de embriões ou óvulos. As preocupações com a segurança e os potenciais atrasos foram duas das principais razões pelas quais os oncologistas eram menos propensos a referir os seus pacientes a especialistas em preservação da fertilidade. Estudos recentes abordaram duas questões.
As novas diretrizes também abordaram as questões específicas daquelas pacientes portadoras de uma mutação no gene BRCA. Essas mulheres tendem a ter uma menopausa precoce, uma baixa reserva ovariana e são mais propensas a perder essa reserva pela quimioterapia. Por isso, as mulheres com mutações de BRCA devem ser mais proativas para a preservação da fertilidade. Além disso, as técnicas de diagnóstico genético pré-implantação permitem avaliar os embriões geneticamente portadores dessas mutações e, assim, evitar a transferência da mutação para as suas crianças.
A quarta nova recomendação é sobre o aconselhamento em preservação da fertilidade, todos os pacientes jovens com câncer, incluindo os pais de crianças com câncer, sem se importar se neste momento existe interesse em ter filhos, devem receber orientação sobre o efeito dos tratamentos do câncer sobre a fertilidade e as opções para preservá-la.
Mas também advertiu que as opções para crianças pré-púberes ainda são experimentais. As meninas podem ser de tecido ovariano criopreservado. Para os meninos pode-se retirar o tecido testicular com uma técnica simples, em 15 minutos, a nível ambulatorial, e juntamento com outros procedimentos necessários para reduzir o desconforto.
Finalmente, as diretrizes afirmam que não existe um método hormonal comprovadamente eficaz para preservar a fertilidade. Portanto, promovem o uso de métodos conhecidos para a criopreservação de embriões e ovócitos. Quando isso não for possível, pode se considerar o uso de métodos experimentais, como o congelamento de tecido ovariano e testicular, em protocolos de pesquisau.
As diretrizes anteriores eram de 2006; a nova versão foi publicada esta semana na edição online do Journal of Clinical Oncology.
Embora não apareça nas diretrizes, um estudo concorrente ajustou as taxas de sucesso do congelamento de óvulos para cada idade.
Com uma calculadora online, os pacientes e os médicos podem avaliar a possibilidade de cada mulher engravidar, com os óvulos congelados. A calculadora está disponível em http://i-fertility.net/index.php/probability-calc.
As orientações indicam que, como acontece com outras potenciais complicações do tratamento de câncer, todos os médicos têm a responsabilidade de informar seus pacientes sobre como o tratamento pode afetar, permanentemente, a fertilidade.
Além disso, as diretrizes afirmam que embora o ideal seja que os pacientes falem sobre esses riscos e as opções disponíveis antes de iniciar o tratamento, devem saber que existem outras opções para começar uma família depois do câncer. Isso inclui a barriga de aluguel, a doação de embriões, de óvulos e de espermatozóides e a adoção.
Referências:
Journal of Clinical Oncology, mayo del 2013
Copyright 2013 Medcenter.
Fonte: Reuters
