quarta-feira, 11 de abril de 2012

Hiperprolactinemia: uma das causas mais desconhecidas da infertilidade

Muitas são as causas que podem levar à infertilidade feminina, como problemas no útero, trompas, ovários, vagina, doenças inflamatórias pélvicas, doenças crônicas, doenças da tireóide, obesidade. Em alguns casos, a mulher apresenta mais de um desses problemas, o que pode interferir ainda mais para ocasionar a infertilidade feminina.

A hiperprolactinemia é o excesso de produção de prolactina - hormônio responsável pela produção do leite. Algumas vezes a causa do excesso de prolactina é um pequeno tumor na hipófise, uma glândula que fica dentro do cérebro que chamamos chamado de prolactinoma, mas que pode ser eliminado através de remédios ou raramente necessitamos fazer uma cirurgia, visando diminuir os níveis de prolactina e restaurar a ovulação nas mulheres.
Quanto mais você secreta prolactina mais difícil você terá ovulações espontâneas. Além dessa causa, o hipotireoidismo também pode provocar o aumento de prolactina no corpo. Ao tratar a tireoide, tudo tende a voltar ao normal.
O estresse e o uso de determinados medicamentos com frequência como medicamentos para vômitos, tranquilizantes, antidepressivos e alguns anti-hipertensivos também podem aumentar a prolactina.

A hiperprolactinemia está presente em um terço das mulheres que menstruam de maneira muito irregular e em 90% dos casos que têm a galactorréia. Essa condição pode produzir uma variedade de disfunções. A falta de ovulação é um dos principais sintomas.
Então se você tem irregularidade menstrual dose sua prolactina e faça uma expressão mamilar, caso observe a saída de secreção é mandatório também dosar este hormônio, principalmente se esta tentando engravidar.

Fonte: internet

sábado, 7 de abril de 2012

10 perguntas respondidas sobre congelamento de óvulos

Saiba quando esse procedimento é indicado, quais os riscos e as chances de sucesso

Será que sou fértil?

Quais exames fazer? Quando devo procurar um médico? Qual o meu período fértil? Saiba as respostas para essas e outras dúvidas que toda futura mãe tem

- Existe uma idade limite para congelar os óvulos?
Não existe uma idade máxima para que a mulher opte pelo congelamento de óvulos. No entanto, ela precisa estar ciente de que passar pelo procedimento depois dos 40 anos vai resultar no congelamento de um óvulo mais velho, que pode não se tornar um embrião.

- Por quantos anos esse óvulo pode ficar congelado?
Não existe um tempo limite. O congelamento, quando bem-feito, preserva as características do óvulo, que pode ser utilizado anos mais tarde. Assim que passou pelo procedimento, o óvulo não envelhece mais e suas características são mantidas.

- Se não utilizar o óvulo e não quiser mantê-lo mais, o que posso fazer?
Nesse caso é possível descartar o óvulo, já que ele é apenas um gameta, como aquele descartado pela mulher todo mês. Se ela quiser, pode doar para pesquisa, mas terá de preencher um termo dizendo que abre mão daquele óvulo.

- Quais são os métodos de congelamento mais usados?
Existem dois principais métodos: o congelamento lento e o congelamento rápido ou a vitrificação. O primeiro vai diminuindo a temperatura gradualmente, depois da inclusão do frio protetor, substância que entra na célula e não permite que sejam criados cristais – eles poderiam romper os óvulos. Já na vitrificação, o processo de congelamento é rápido, o óvulo é submetido a baixa temperatura de forma abrupta. Assim, as chances de formação de cristais é bem menor e o resultado da recuperação desse óvulo é bem maior.

- Quando o congelamento de óvulos é indicado?
O congelamento do óvulo é indicado em algumas situações. São elas:
- para casais que obtiveram óvulos em excesso durante um processo de fertilização in vitro
- no caso de mulheres que passarão por quimioterapia ou radioterapia
- mulheres com histórico de menopausa precoce entre os familiares
- mulheres com 35 anos, sem parceiro, que desejem conservar sua fertilidade

- Existem riscos no processo?
A mulher passa por uma estimulação hormonal, na qual recebe uma carga alta de hormônios para produzir mais óvulos em um mesmo ciclo. Esse processo pode gerar complicações: pode haver reação ao uso de hormônios ou ainda a produção exagerada de óvulos, chamada de síndrome do hiperestímulo ovariano. Com isso, pode ocorrer um distúrbio metabólico pelo acúmulo de líquido no abdome, um dos sintomas é a dor abdominal. No entanto, todas essas complicações podem ser contornadas pelo médico que acompanha a mulher.

Se o início do procedimento transcorrer sem problemas, é realizada a captura dos óvulos, via vaginal, com anestesia. Uma ultrassonografia guia a agulha, que é introduzida na vagina até os ovários, onde os óvulos são aspirados. Os riscos nessas punções são: a agulha atingir um vaso importante da pelve ou o sangramento ovariano não cessar. Nesses casos, a mulher é submetida a uma laparospocia diagnóstica para contenção do sangramento.

- Quantos óvulos devo congelar?
Um número bom, uma reserva suficiente, é de 20 óvulos. Dependendo do motivo que leve o casal a uma fertilização, esse número pode até ser pequeno.

- Há diferenças na gravidez de um óvulo fresco e de um óvulo congelado?
Não há diferença na gravidez em si. Depois de descongelado, o óvulo fertilizado se torna igual ao óvulo fresco.

- Não vou usar meus óvulos congelados. Posso doá-los para alguém da minha família?
Não, isso não pode ser feito. A doadora não pode escolher para quem doar, porque essa doação deve ser sigilosa. Quem doa não sabe quem será a receptora e vice e versa.

* Fontes consultadas para a elaboração: Karla Giusti Zacharias, especialista em reprodução humana da clínica Huntington Medicina Reprodutiva;

Foto: Getty ImagesAmpliar

Técnica dá esperança a quem tem problemas de fertilidade, mas para quem quer postergar maternidade deve ser usada com muito cuidado e informação médica