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Alguns dos fatores que mais afetam a fertilidade das pessoas são difíceis de controlar, justamente por serem hábitos de nosso cotidiano. O que muitas pessoas não sabem é que o uso de drogas afeta, de forma direta, a fertilidade masculina e feminina. Cada substância maléfica tem seus efeitos e prejuízos em particular. E isso vale não apenas para as drogas consideradas "pesadas", como a cocaína, a heroína e o ecstasy, mas também para a maconha, o tabaco, o álcool, os anabolizantes e até mesmo o uso de medicamentos prescritos, como anti-depressivos, anti-inflamatórios e remédios para pressão alta.
“As drogas são responsáveis por uma parcela considerável dos casos em que a investigação da infertilidade se mostra complexa. Até mesmo medicamentos para depressão e pressão alta oferecem riscos aos pacientes, indo além da perda de libido. Eles podem reduzir a quantidade de espermatozóides, gerar problemas de ereção e desregular a menstruação”, afirma Dr. Vamberto Maia, especialista em Reprodução Humana do Grupo Huntington, um dos principais centros de Medicina Reprodutiva do Brasil.
O uso regular de álcool, consumido cada vez mais precocemente, pode gerar alterações hormonais, afetando a produção e a qualidade dos espermatozóides e da ovulação. Nas mulheres especificamente, o álcool pode causar também falta de ovulação e suspensão dos ciclos menstruais. O cigarro também afeta a quantidade e a qualidade dos espermatozóides, reduzindo a capacidade reprodutiva do homem. Já no caso de fumantes do sexo feminino, é comprovado que elas costumam ter mais problemas de abortos espontâneos, além de alteração da condução do embrião pelas tubas uterinas até o útero.
Como as drogas causam a infertilidade:
Álcool – Compromete o sistema reprodutor de homens e mulheres. O uso regular de álcool causa desequilíbrio hormonal, o que compromete a fertilidade de homens e mulheres. Em mulheres, pode causar também defeitos na produção de progesterona, falta de ovulação e suspensão dos ciclos menstruais. Nos homens, redução importante na quantidade e na qualidade de espermatozóides.
Tabaco – O cigarro oferece diversos riscos durante a gestação. O tabaco reduz as chances de um casal ter filhos, comprometendo a quantidade e a qualidade dos espermatozóides. Mulheres fumantes também costumam apresentar mais problemas de abortos espontâneos e problemas tubários.
Maconha – A maconha afeta o sistema reprodutor de seus usuários, resultando em baixa na quantidade de espermatozóides e redução do volume de sêmen. Os espermatozóides ao serem depositados na vagina tendem a perder força antes mesmo de se aproximarem do óvulo, resultando na incapacidade de fecundação.
Cocaína, heroína, crack e ecstasy – São drogas que podem levar à infertilidade permanente, se usadas por tempo prolongado. Nos homens, costumam reduzir a libido, aumentar o número de espermatozóides defeituosos e levar à baixa contagem de espermatozóides. Nas mulheres, as drogas podem resultar em disfunção ovulatória, irregularidades menstruais e diminuir a reserva ovariana, comprometendo seriamente a capacidade de engravidar.
Anabolizantes – Outra droga que pode afetar a fertilidade permanentemente. Além da disfunção erétil e da atrofia dos testículos, o uso de anabolizantes pode diminuir a produção de espermatozóides e aumentar a quantidade de espermatozóides defeituosos. Nas mulheres, além de ganhar traços masculinos, os esteróides podem interferir na ovulação e interromper a menstruação.
Medicamentos - Existem vários medicamentos que podem influenciar negativamente a fertilidade. Entre eles estão a finasterida e duasterida (antiandrogênios) usados para a calvície; espirolactona, um diurético de fraca potência; bloqueadores de cálcio (Nifedipina, Adalat, Ancoron), para a hipertensão arterial; a colchicina; alopurinol, para o tratamento da gota; cimetidina e ranitidina, para o tratamento de gastrite e úlceras; Cetoconazol, para o tratamento de micoses; antibióticos a base de nitrofurantoina, eritromicina, sulfadiazina; entre outros.
Sobre o Grupo Huntington: Criada em 1995, a Huntington Medicina Reprodutiva é um dos maiores grupos do Brasil, com seis unidades instaladas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sob a direção de Paulo Serafini e Eduardo Motta, em São Paulo, e Isaac Yadid e Marcio Coslovsky, no Rio de Janeiro, renomados especialistas na área, o grupo é referência nacional e internacional em tratamentos para fertilidade. A Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, além de técnicas de reversão de vasectomia e de laqueadura, entre outras.