Ë sabido do grande desafio em reprodução humana que é as taxas de sucesso. O homem é, sem dúvida, a espécie que mais erros desencadeia na formação de seus descendentes e isso é bem reconhecido em reprodução humana. A grande maioria das falhas é devido a causas embrionárias. Neste sentido reconhecer quem é o embrião normal pode ser um caminho a melhoria das taxas de sucesso. Quero enfatizar que este procedimento de análise dos 24 cromossomos é um diagnóstico, complementar ao tratamento de Fertilização in vitro (FIV), que tem como objetivo analisar todos os 46 cromossomos (23 pares cromossômicos), em um único teste, a fim de detectar alterações cromossômicas na(s) célula(s) embrionária(s), como ganho e perda do material cromossômico utilizando-se da técnica de Hibridização Genômica Comparativa (CGH). Esta ferramenta complementar, não altera ou trata o problema causador da infertilidade.
As alterações na quantidade de cromossomos, denominadas aneuploidias, são uma das principais causas de infertilidade, sendo muito frequentes em embriões produzidos in vitro, podendo alcançar 60% em mulheres com idade até 35 anos e 80% em mulheres com 41 anos. Assim a análise de todos os cromossomos eleva os índices gestacionais, o que significa aumentar a taxa de implantação embrionária e diminuir os riscos de abortos, possibilitando o nascimento de bebês saudáveis. Sendo capaz de detectar aneuploidias, ganho e perda de material genético, e outras alterações cromossômicas em todo material genético da célula. O processo pode demorar mais de 30 horas, mas já é possível ter estes resultados em tempo mais curto o que favorece a não necessidade de congelamento de embriões, um ganho e tanto em termos sucesso ao tratamento.
Acredito que no futuro esta ferramenta, associado a informações que o embrião troca com o meio de cultura serão de suma importância para o grande sonho de qualquer profissional que milita em infertilidade conjugal: Um embrião, um bebê.